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Furacão Leslie e a tempestade Bolsonaro

O furacão, tempestade, enfim, ventania da grossa passou por cá e deixou uma parte do país de saias levantadas. E, como sempre acontece quando uma cuequinha fica à mostra, há sempre quem deite o olho e aproveite para troçar. O fenómeno chamou-se Leslie mas bem poderia chamar-se Bolsonaro, porque são deveras semelhantes.

Os alertas sobre o mau tempo chegaram tarde e a más horas, ainda que as justificações se baseiem no comportamento errático do Leslie. Também no Brasil, o famoso #EleNao despontou quando 45 milhões de votantes já tinham na cabeça #EleSim. E Jair Bolsonaro, qual Messias – que, de resto, é o seu nome do meio - , entrou pela democracia brasileira e provocou estragos ao vencer a primeira volta das presidenciais.
Tenho um amigo que não acredita nisso das alterações climáticas. Segundo ele, é tudo (ironicamente) uma tempestade num copo de água. Ainda não falámos no pós-Leslie, mas de certeza que vai dizer-me que as telhas que voaram do seu prédio são uma coisa “perfeitamente nat…

Marcelo e o assalto à Casa Branca

Há um filme de 2013 chamado ‘Assalto à Casa Branca’ (ou ‘Olympus has Fallen’ na versão original) em que o lar do presidente dos Estados Unidos da América é invadido por malfeitores. Ora, na quinta-feira assistimos a uma versão real desta película, com a diferença de, em vez de malfeitores, a Casa Branca ser tomada de assalto por Marcelo Rebelo de Sousa.
Tenho Donald Trump como um estratega que não é tão limitado em pensamento como aparenta. Evidentemente, tem ideias lunáticas e crê que o planeta é uma ‘sand box’ gigante, se me permitem uma expressão muito em voga no mundo dos videojogos. No entanto, Trump faz da atenção a todos os perigos apontados à América uma bandeira sua e as propostas vão desde um simples muro na fronteira à proibição de entrada de muçulmanos, passando por bombardear a Síria ou criar uma força espacial – esta, confesso, nem o mais criativo dos génios se lembrava.
No entanto Trump e a sua – atenção: ler com sotaque rasca francês – entourage não estavam preparados…

Trump e os Estados Divididos da América

O mundo olha com atenção para o que se passa nos Estados Unidos. Ou melhor, nuns surpreendentes Estados Divididos da América, nos quais a possibilidade de um pesadelo ao nível do melhor terror de Hollywood é assustadoramente real. É que Trump está mesmo na luta.
Há meses que o anunciava. Disse sempre, por entre ameaças à sociedade, que ia vencer as eleições. Contudo, ninguém acreditou que pudesse sequer discutir com o estatuto de Hillary. Quer porque a ex-primeira dama gozava de grande popularidade, quer porque o mundo ria-se de um ricaço que se apresentava às eleições de forma exuberante.
Aliás, Madonna disse ontem que o mundo continua a rir-se dos EUA. E é verdade, por duas razões. A primeira porque a missão de um palhaço no circo é fazer rir as pessoas. Trump assumiu a postura do
palhaço das eleições norte-americanas, usa o espalhafato, o ar bonacheirão e o lustre do cabelo para arrastar multidões. O problema é o segundo motivo pelo qual o mundo se ri de Trump. É que uma das rea…

Pergunta:

Qual dos seguintes acontecimentos é mais provável observar em Portugal? Justifique.


a) Relvas a cortar anos durante a licenciatura.

b) Licenciados a cortar relvas durante anos.

Vítor vs Álvaro

Vítor Gaspar e Álvaro Santos Pereira fazem-me lembrar um casal de namorados ao telefone, a ver qual dos dois desliga primeiro. E se o Ministro das Finanças está preocupado com o saldo do telemóvel, já o Ministro da Economia não se entende com ele, talvez devido ao sotaque luso-canadiano, estilo Nelly Furtado.Nos últimos dias tenho assistido com muita curiosidade ao desenrolar da batalha entre Gaspar e Santos Pereira. Não estivesse o país em crise e penso que o governo deveria distribuir pipocas e óculos 3D, porque este é um daqueles filmes que só não levou uma estatueta para casa por ser uma comédia romântica.Desliga tu!Não, não, tu primeiro!Então vá, vou contar até 3 e desligamos os dois. Um… dois… três!Aaaaaaaaaahh, eu sabia!
Embora neste caso seja mais:
Corta tu!Não, não, eu já cortei o subsídio de Natal!Então vá, vou contar até 3 e cortamos os dois. One… two…Fala-me em português! Tens a mania que vens lá das Américas!Tu não fales mal dos emigrantes! Já me basta o Agostinho Lopes!Nã…

Primeiro os mais velhos!

E pronto. Lá tomou posse o novo governo cá do sítio, com toda a pompa e circunstância. Talvez mais com pompa, que as circunstâncias do momento não são as melhores.
Confesso que este governo não foi escolha minha mas, como todos os portugueses, deposito nele a esperança platónica que isto vá ao lugar e que sejamos todos muito felizes.
Contudo, o que tenho ouvido da boca de vários comentadores de sofá são essencialmente críticas à média de idades do novo Executivo. E se há coisa que me põe os cabelos em pé (tirando Shockwaves) é a crítica fácil e despropositada dos mais velhos aos mais novos.
Claro que, neste assunto, os meus 22 anos são mais suspeitos do que os pais da pequena Maddie, mas também mais inocentes.

De facto, é comum ouvir que a juventude não liga à política, que só quer borga, que os adolescentes querem é espancar outros e meter os vídeos na internet, que já ninguém respeita a história do país, que são todos uma cambada de malandros que vive à custa dos pais, que têm a vida mu…