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Mensagens

Meia dúzia!

O nosso querido tasco completa hoje seis aninhos hoje! Parabéns ao Digo-te que bem os merece pela meia dúzia. E é precisamente na meia dúzia que está o segredo! Confuso? Ainda não tens o Baba & Camelo, certo? O excelso registo bibliográfico com uma seleção dos melhores dos piores ditados que aqui foram escritos!  Então aproveita: neste aniversário de meia dúzia de anos, tens meia dúzia de dias para encomendares o teu livro por meia dúzia de moedas . Podes obter o Baba & Camelo de três maneiras: 1. Diretamente através da minha pessoa, por mensagem no Facebook (campanha meia dúzia!) 2. Através dos comentários do blogue (campanha meia dúzia!). Deixa o teu email - o comentário não será publicado. 3. No site da editora Bubok Portugal (sem campanha): http://www.bubok.pt/ livros/7106/Baba-amp-Camelo Nota: Baba & Camelo pode conter vestígios de frutos de casca rija.

Sol ou sal

Só tenho uma certeza: gosto de ti. Não sei se por bons ou maus motivos, se me fazes bem ou mal. Mexes comigo, isso é certo. De uma maneira que me intriga, que me faz perguntar a quem não sabe responder. Parece sempre a minha vez de ir ao quadro e não faço ideia sobre o que escrever. És sol e sal ao mesmo tempo? Podes bem ser o sol. Chegas para tudo, chegas-me de todos os lados. Refletes em todos os que falam para mim. Vejo-te lá fora, nas árvores, nos prédios, na água. És o sol que me dá cor, que torra nas tardes de verão, que me aquece o coração no inverno quando espreitas através das nuvens negras. Só tu dás sentido à minha sombra. Dás-me energia limpa, renovável a cada sorriso, a cada olá, a cada toque. Algo me diz para ter cuidado contigo mas não quero saber. És tão quente, tão brilhante, tão aconchegante que até o teu queimar me parece saber bem. Mas… e há sempre um mas nesta vida. A porcaria de uma letra muda tudo. Não serás tu apenas sal? Aquele que me engana ...

Zero absoluto

Não avances. Não cabes deste lado. Será que tenho de repetir? Imagina que entre nós há um vazio profundo. Um poço de veneno, um fosso de criaturas sedentas de sangue. Quem és tu para quereres atravessá-lo? Quem te julgas para chegares a mim? Vais ficar-te por aí, esmagado, vergado, sufocado pela negação. Não me tocas, não me atinges, não me cegas. Cego és tu que não vês o limite, que não sabes a diferença entre o meu poder e a tua insignificância. Não podes nada, não vales nada, não és nada. Pensa por um momento – se fores capaz – que não podes lutar contra o destino. Que tu ficas desse lado como os cães ficam à porta, que não passas de um sem-abrigo esfomeado com quem até os pombos gozam. Tens a altura de uma formiga e a força de uma pulga. Nota-se que o teu sonho era morderes os calcanhares de algo, mas para isso terias de olhar para cima. Não consegues nem sabes fazê-lo. Estás condenado a rastejar na terra, na lama, na podridão do que és. Fundes-te com o lixo, unes-te c...

Pulos de Coelho

Vi ontem a entrevista de Pedro Passos Coelho na SIC com José Gomes Ferreira. Calma, não se vão já embora que este não é um texto sobre política. Pelo menos sobre política pura e dura. Fiquem mais um pouco que eu não demoro muito. Vou apenas opinar sobre a maneira como falou o nosso primeiro-ministro. Há grandes comunicadores entre os políticos portugueses – é um facto. Paulo Portas é um deles, José Sócrates é outro e até Durão Barroso parece ter andado a ter aulas com os outros dois. Serve isto para dizer que Passos Coelho ainda não está à altura dos citados, embora esteja a fazer progressos. Quem viu o líder do PSD quando estava na oposição e quem o vê agora. Mais velho, mais anafado, mais – sem qualquer tipo de trocadilhos – seguro. Estava Gomes Ferreira a fazer-lhe perguntas diretas e eu, na minha bela maneira irritante de antecipar tudo, a tentar adivinhar como ia responder. Coelho lá foi adiando a resposta inevitável, até ao momento em que me fez rir. E convenhamos que nã...

Desalinhado

Aos primeiros raios de sol já eu lavava os dentes. Olhava para minha cara afogada em sono, sempre a mesma coisa. Uma vista de olhos às horas, um último exercício de memória para ver o que me falta. Sendo que do que me falta vou eu em busca. Começo a despertar. Já há pessoas na rua, compram o jornal, tomam o café da manhã, seguem para as aulas, regressam a casa depois de uma noite intensa. Entro no metro que pareceu esperar por mim. Vejo as horas novamente: 10 minutos para o comboio. Tempo de mandar um bom dia para o outro lado. Na estação, de olhos no ecrã como se fosse uma janela para um oásis qualquer, vejo o número da linha. Entro e procuro o lugar que me vai levar ao meu lugar. Ouço aquela voz eletrónica a anunciar cada paragem, cada ponto que nos separa, cada barreira. São muitas sim, mas sei que não me podem parar porque também ouvi o destino: tu. Tento fechar os olhos para ver se engano a mente, para ver se tudo passa mais rápido, mas vejo-te em todo o lado, seja no...