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Mensagens

O que conta

O que conta não é a quantidade, é a qualidade. O que conta não é a aparência, é o interior. O que conta não são as letras gordas, são as pequeninas. O que conta não é o talão, é a fatura. O que conta não é a marca, é o preço. O que conta não são os ausentes, são os que estão. O que conta não é o passado, é o presente. O que conta não é como começa, é como acaba. O que conta não é a velocidade, é a perfeição. O que conta não são as suspeitas, são as provas. O que conta não é o remate, é o golo. O que conta não são as palavras, é o resultado. O que conta não é o vencido, é o vencedor. O que conta não são os outros, sou eu. O que conta não é o maior, é o melhor. O que conta não é o ás, é o trunfo. O que conta não é a força, é a técnica. O que conta não é o tamanho, é a habilidade. O que conta não é o powerpoint, é o orador. O que conta não é a caligrafia, é o que se escreve. O que conta não é a forma, é o conteúdo. O que conta não é o primeiro copo, são os outros. O que conta não é o per...

Vítor vs Álvaro

Vítor Gaspar e Álvaro Santos Pereira fazem-me lembrar um casal de namorados ao telefone, a ver qual dos dois desliga primeiro. E se o Ministro das Finanças está preocupado com o saldo do telemóvel, já o Ministro da Economia não se entende com ele, talvez devido ao sotaque luso-canadiano, estilo Nelly Furtado. Nos últimos dias tenho assistido com muita curiosidade ao desenrolar da batalha entre Gaspar e Santos Pereira. Não estivesse o país em crise e penso que o governo deveria distribuir pipocas e óculos 3D, porque este é um daqueles filmes que só não levou uma estatueta para casa por ser uma comédia romântica. Desliga tu! Não, não, tu primeiro! Então vá, vou contar até 3 e desligamos os dois. Um… dois… três! … Aaaaaaaaaahh, eu sabia! Embora neste caso seja mais: Corta tu! Não, não, eu já cortei o subsídio de Natal! Então vá, vou contar até 3 e cortamos os dois. One… two… Fala-me em português! Tens a mania que vens lá das Américas! Tu não fales mal d...

O outro lado

Aprendemos desde miúdos que até uma bola tem dois lados. E é assim neste mundo bilateral que crescemos e vamos observando o mundo. Mas porque raio todas as coisas têm de ter dois lados? Sem nos apercebermos, estamos completamente fartos, enfadados, aborrecidos com o facto de a vida ter sempre os mesmos dois lados. Por um lado isto, por outro lado aquilo. Andar sempre de um lado para o outro. Ver o outro lado das coisas. Existir sempre um lado direito e um lado esquerdo. Um lado de fora e um lado de dentro. Um lado de cá e um lado de lá… Dou comigo a pensar: e se isto não fosse assim? Se houvesse mais que dois lados? Sem querer estar aqui a gabar-me de ser um esplêndido visionário – que sou – não posso deixar de pensar que um dia, quando enfrentar uma entrevista de emprego com esta mentalidade, serei imediata e precocemente excluído do processo, como quem perde 5-0 em casa na primeira mão da eliminatória. Porquê? Porque o empregador quer mais do que dois lados: ...

O gordo vai à baliza!

Quem nunca disse esta pérola na escola primária? Talvez o Zé Mudo, mas até esse se exprimia com gestos bem evidentes. Contudo, não vou falar propriamente de gordura no futebol, mas sim de outra condição que nos põe igualmente a arfar: estar apaixonado. E o ponto onde quero chegar é este: estar apaixonado é ser o gordinho da equipa. Eu explico-me. Vamos supor que somos o tal gordinho. Tudo começa na escolha das equipas: “O gordo vai à baliza!”. Bem, não era propriamente o que queríamos fazer, mas se os outros têm direito a jogar, nós também temos. Vamos à luta! Todos os males vêm por bem e se estamos nessa posição, é porque existe um motivo para isso! No início chega a parecer que aguentamos tudo, que não vamos deixar entrar nenhuma bola na baliza. Leia-se, que nenhuma seta do cupido nos consegue trespassar o miocárdio. Mas, quase sem darmos por isso, alguém nos finta com toda a classe, e pumba, já lá mora um golo, já não podemos fazer nada, é tarde demais, aqui-d’el-rei, que...

Wikicena

Como bom português que sou, e estando fora do meu país, lá vou tendo um ou outro sonho onde estou numa esplanada, com 25 graus, acariciando uma mini 26 graus mais fria que a temperatura ambiente, enquanto espero pelo pires de tremoços que o empregado se esqueceu. De facto, adoro tremoços, essa iguaria dos deuses que antes até era oferecida na compra de umas rodadas. Mas, como diz o meu pai, ninguém dá nada a ninguém, e agora também o tremoço e o seu meio-irmão amendoim são pagos a peso de ouro. Ora, andava eu por essa internet fora e decidi pesquisar um bocadinho sobre o tremoço, fazendo jus à velha máxima “ os olhos também comem ” (lembrei-me agora que este lema também é válido para a pornografia. Curioso… A ver se não me esqueço disto). Mas lá fui investigando sobre o tremoço, e naturalmente, recorri à mesma ferramenta que Deus utilizou para pesquisar antes de fazer o mundo, que isto de criar tudo o que existe em apenas 7 dias dá mais trabalho do que se pensa. Note-se, ainda...