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Mensagens

Onde para ser escravo, é preciso estudar

É hoje. O país espera pelos gritos de revolta inspirados na letra de uma mágica melodia, tirada da cartola pelos Deolinda. Esta geração, tantas vezes chamada rasca, diz-se agora, ela própria, "à rasca". À rasca para vencer nesta vida ingrata para os vindouros. Ingrata para uma geração dinâmica, a mais habilitada de sempre, e deveras a mais preocupada. O eco das vozes em uníssono vai espalhar-se pelo país, como uma chamada de atenção para os problemas da gente jovem, mostrando um claro sinal de que a juventude não abandona o país, mesmo que este a esteja a abandonar aos poucos. O desemprego e o trabalho precário agravam ainda mais a frágil situação desta geração, que se vê assim obrigada a esticar os poucos euros que lhe saltam no bolso de trás das calças de ganga. Injustiça. A geração à rasca tem agora de pensar em si, multiplicando o seu tempo para poder pensar nas gerações anteriores, e principalmente nas seguintes. Sempre assim foi? Sempre assim fosse... Discotecas e engat...

Sr. Presidente

Qual é coisa, qual é ela, que é uma das profissões mais características do nosso país? Acertaram todos! Muito bem! Era só para saber se leram o título. De facto, por mais que negue, sonho um dia ser presidente. Não é preciso ser Presidente da República, basta ser presidente de alguma coisa. E não há país melhor para se ser presidente do que Portugal! Por terras lusitanas há presidentes disto e daquilo, presidentes de associações nacionais disto e daquilo, presidentes de movimentos contra isto e aquilo... Todos podemos ser presidentes! Quem vos escreve deu-se ao trabalho de pesquisar um pouco sobre a etimologia da palavra e descobriu mais um motivo para se ser presidente! Repare-se: vem do latim praesidens , particípio do verbo praesidere , formado pelo sufixo prae (antes) + sidere (sentar). O presidente tem direito a sentar-se antes dos outros! O presidente manda, está acima e em cima de todos! É impossível ficar indiferente a isto! Quem não gostava de estar acima e à frente...

Des(culpas)

Não gosto de desculpas. E não estou a falar daquelas desculpas esfarrapadas que ouvimos de vez em quando. Estou a falar de pedidos de desculpas. "Pelo menos, deve-me um pedido de desculpas!" Poupem-me, senhoras e senhores. As desculpas são como as saudades ou as compensações. Se existirem, podem até parecer-nos bom sinal, mas na verdade resultam de algo negativo que aconteceu anteriormente. Uma verdade dolorosa é sempre melhor que um pedido de desculpas por ter mentido! Um esforço para sorrir é sempre melhor que um pedido de desculpas por estar amuado naquele dia! Uma cedência de passagem é sempre melhor que um pedido de desculpas por ter batido! As desculpas não fazem sentido. Sentido nenhum. E por isso não gosto de pedir a ninguém que me desculpe. Prefiro assumir a culpa, o que é muito, muito diferente, meus caros. O mesmo se aplica aos outros, em relação a mim. Como podem vocês assumir a culpa de algo que fizeram se logo a seguir suplicam que vos tirem essa mesma culpa? S...

You make me SIC

O bom filho à casa torna. Júlia Pinheiro está de regresso à SIC. Numa transmissão com toda a pompa e circunstância, uma das vozes mais conhecidas aqui do belo rectângulo fez um pequeno grande salto no telecomando dos portugueses, do 4 para o 3. Quer se queira, quer não, Júlia Pinheiro tem uma personalidade televisiva forte e dinâmica, e há que reconhecê-lo. Tudo bem que ouvi-la durante três horas seguidas numa tarde provoca tantos ou mais danos auditivos que 20 anos a viver ao lado da Portela. Mas é a apresentadora mais marcante na actualidade lusa! Uma Oprah Winfrey mais clarinha! Uma pessoa a quem as palavras surgem espontaneamente, a quem não temos de tirar tudo a saca-rolhas! Ups, palavra proibida... Ao que parece, a apresentadora terá dois programas a seu cargo: as célebres tardes e o Peso Certo, concurso que promete emagrecer, entre outros, as audiências rivais. É mais um trunfo da estação de Carnaxide, que apostou forte em 2011. Confesso que actualmente quase não vejo televisão ...