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Mensagens

Luís Simões – um homem de L a S, mas que por vezes veste XL (parte V)

10º, 11º e 12º. O rapaz que vos escreve pode garantir que viveu os três últimos anos no liceu como se fossem os três últimos anos no liceu. E foram, que eu não reprovei, graças a Deus. Calma, calma, que eu não sou muito dado a religiões! Deus era o nome do site onde ia buscar apontamentos que depois reduzia para papelinhos insignificantes que cabiam em qualquer manga de casaco. Nunca gostei de fazer testes no Verão... Nesta última fase do secundário, tornou-se ainda mais evidente que eu dormia melhor virado para o lado das letras, e tinha pesadelos no mundo dos números! Lá me fui safando, umas vezes com e outras vezes sem a ajuda dos professores, há que dizê-lo! E por incrível que possa parecer, a professora de quem tenho mais saudades é mesmo a de matemática! Agora reconheço que ela tinha razão em grande parte das vezes em que ralhava. "Parece impossível, Luís! Sempre os mesmos senhores!" Tenho tantas saudades de ouvir isto... Em termos de amigos, fui conhecendo mais...

Olé!

Portugal ganhou à Espanha! E mais: goleou! Bandeiras ao vento, nação valente, viva Camões, venha de lá mais um copázio de sangria! Quer dizer, de tinto. De tinto. De facto, hoje todos nos sentimos um pouco Padeiras de Aljubarrota. E não posso esconder o especial gozo que me deu a vitória de ontem, especialmente no que respeita à candidatura ibérica ao Campeonato do Mundo de 2018. Eu devo assumir que não apoio a candidatura e vou explicar porquê. A primeira coisa que me vem à cabeça para anteceder a palavra ibérico é... presunto! Não estou apenas contra pelo orgulho cego de ser português, nem pela diferença do número de estádios presentes dos dois países (12 – 3). Se Portugal não tem os requisitos mínimos da FIFA (na capacidade dos estádios), é normal que a candidatura coloque a abertura e final do Mundial no país de Saramago. Esperem lá que isto assim pode parecer confuso. Esqueçam Saramago e coloquem no seu lugar Jose Antonio Camacho. Está melhor? Surgiram ainda algumas propostas absu...

A persiana do meu quarto fechou-se

A persiana do meu quarto fechou-se. Já foi há algum tempo e desta vez foi para sempre. Talvez se tenha cansado de ser aberta ao meio dia e fechada às tantas da manhã, como aconteceu por diversas vezes. Talvez o meu quarto se quisesse proteger do sol, do barulho, do mundo exterior em geral. A persiana do meu quarto fechou-se. A luz não pode entrar, bem tenta pelas pequenas frestas. O ar não pode entrar, bem tenta pelas pequenas frestas. O ar, a luz, o barulho, a vista, as casas, o estádio, a igreja, a cidade toda, fica tudo da parte de fora. Mas continuam a tentar entrar. Porquê? Porque insistem? A persiana do meu quarto fechou-se. Ele está sozinho agora, deve sentir-se sossegado, sei lá. Escuro, silencioso, deve estar bem assim. Será que devo consertar a persiana? Devo voltar a deixar a luz, o ar e o barulho entrarem pela janela? Não sei, ele parece-me bem assim. Pelo menos, ainda me parece bem assim. A persiana do meu quarto fechou-se. É comum dizer-se que "o meu quarto é o meu m...

Parabéns...

... aos mineiros chilenos e a toda a Humanidade. Grande vitória.

É tão fácil

É tão fácil cair quando és criança. Tão fácil ir abaixo quando não tens total controlo sobre ti. É realmente fácil tropeçares se não tiveres os olhos bem abertos. É fácil descer, não é? É fácil ires até ao fundo, ires ainda mais ao fundo, bateres completamente no fundo. É fácil. É simples escolher o caminho da queda livre, é muito simples aliás. Porque é tão simples? Sim. Porque é fácil. É mais fácil agarrares o que está ao teu alcance, é fácil ires onde é mais perto. Tudo é mais fácil quando não tens de escolher, quando escolhem por ti. É tão fácil seres igual aos outros, confundires-te com os outros, é tão fácil não seres ninguém. É tão fácil não responder, não falar, não argumentar. É fácil não te meteres, ficares de fora, ficares ausente. É fácil chorar, dizer que estás farto de tudo, que te queres ir embora. É tão fácil culpares tudo e todos, é tão fácil não te olhares ao espelho. É tão fácil desistir. Por vezes também me apetece, mas nunca desisto. Nunca desistas.