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"Isto já não é o que era!"


Diz o idoso quando está com uma moça meio século mais nova.

Diz o meu pai ao ver a cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos.

Dizem os emigrantes portugueses do Luxemburgo.

Dizem os fãs dos Metallica.

Diz a namorada prestes a acabar com o pobre rapaz.

Diz Schumacher na Fórmula 1.

Diz Miguel Relvas sobre o ensino superior.

Dizem os estudantes na Queima das Fitas.

Dizem os antigos nas festas da terra.

Dizem os homens sobre a Angelina Jolie.

Dizem os ursos polares sobre a Gronelândia.

Dizem os amantes do Fado.

Dizem os moradores do Cacém.

Diz o turismo do Algarve.

Diz o visitante da Feira de S. Mateus.

Dizem os putos sobre os Morangos.

Diz o ancião sobre o estado do tempo.

Diz Zé Pedro recuperado dos vícios.

Diz a ASAE enquanto fecha o estaminé.

Dizem os comerciantes tradicionais.

Diz Carlos Cruz ao ver as “suas” crianças já crescidas.

Dizem os pescadores.

Diz um guia turístico no Ground Zero.

Diz o criador da moeda única.

Dizem os benfiquistas mais velhos.

Diz o mecânico ao dono do carro.



Dizem vocês deste blogue.

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Os limites do humor

Há muito tempo que penso nisto e cada vez mais a minha opinião tende para o seguinte: não há limites no humor. Não tem de haver, pronto! Ainda só vou para o segundo parágrafo e já muita gente me quer ver crucificado. É sem dúvida um tema polémico, porque existe sempre o duelo entre o humor e as emoções ou valores que as pessoas defendem. Exemplos mais concretos: terrorismo. Um dos grandes problemas do século XXI. Centenas ou milhares de pessoas morrem todos os anos vítimas de atentados horrorosos. Mas logo no minuto seguinte, aparecem piadas e trocadilhos na internet, muitas vezes geniais! Ora, aqui reside o problema. Para mim, não há mal nenhum em inventar uma piada acerca de uma tragédia. E agora diriam: “Ó Simon, tudo bem e tal, porque não aconteceu contigo!”. Têm razão, mas se acontecesse, eu seria o primeiro a axincalhar com a situação (se estivesse em estado para isso, como é óbvio!). Posso parecer estúpido, mas eu explico-me. E quanto ao cabelo, não há nada a fazer, sou mesmo as...

“Já não sou uma criança!”

Quantas vezes pensaste ou disseste isto a quem te tratou como tal, convicto de que, efectivamente, já deixaste essa fase para trás? Estás mesmo convencido de que és diferente daquele puto que chorava por um Game Boy? Dizes que já não és o reguila lá de casa, agora já não te obrigam a comer a sopa e aquelas tias mais gordinhas já nem se atrevem a beliscar-te as bochechas. Porque já és crescido. Maior e vacinado, como diz o povo. Pensa bem: és mesmo? Consideras-te realmente crescido quando tens um exame amanhã e vais sair hoje? Consegues ser responsável quando te põem um carro nas mãos pela primeira vez? Deixas a criança interior de lado e seguras as lágrimas quando o dia te corre mal? És suficientemente adulto para dizer àquela pessoa, sem hesitar, que sempre a amaste mas nunca tiveste coragem de o admitir? Não. E sabes porquê? Porque uma criança não tem essa coragem.

Escrever...

E screver é uma das capacidades que marca a diferença entre a Humanidade e qualquer outra espécie viva. Se pararem para pensar, escrever tanto pode ser nobre, como mágico, até doloroso, ou simplesmente necessário para viver. De facto, tudo o que fazemos, tudo em que mexemos, tudo, tudo se baseia nesta invenção do Homem. Talvez por isso o nome deste blogue. Digo-vos, alguns de vós não sabem a força que as palavras podem ter. Afinal, são usadas em todo o mundo, seja para dar notícias, para escrever cartas de amor, para um simples sms a dizer que chegamos mais tarde, ou para um grito de revolta, expresso num graffiti. Por exemplo, os livros. Vejamos um livro de longe, numa estante. Parece um objecto inanimado, ali deixado à mercê do pó. Enganam-se. Entre todas aquelas linhas poderá estar uma frase que nos fará rir, chorar, recordar, até mudar… Tudo isto apenas pela força das palavras impressas num pedaço de papel. Claro que também depende do autor. Certamente não é a mesma coisa lermos um...