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Mais do que isto

Mais do que prendas de Natal. Prendas verdadeiras.

Mais do que um novo ano. O Ano.

Mais do que positiva nos exames. Trabalhar.

Mais do que um se calhar, um talvez ou um quem sabe. Certezas.

Mais do que ver U2 na net. Ao vivo.

Mais do que uma aposta. Ganhá-la.

Mais do que fazer 20 anos. Senti-los.

Mais do que amigos. Mais.

Mais do que Coimbra até agora. Porque há.

Mais do que prometer. Cumprir.

Mais do que passar. Mostrar.


Muito mais do que desejar um grande 2009. Podem parecer desejos, mas não o são. Os desejos não se pedem, constroem-se...

Comentários

Anónimo disse…
Olha olha gostei muito:p
Anónimo disse…
Oh simões..

ta-me calado e vai-te emborraxar masé!
Anónimo disse…
Pois pois... Agora tem a mania que é jornalista e que sabe escrever...

Os mais vistos do momento

... É incrível o poder desta cidade. Poder vir para cá o mais devastado possível. Poder sentir-se a pior pessoa do mundo. Até poder sê-la. Mas mudar tudo quando se chega aqui. Coimbra é quase como a ilha da série Lost, que tudo cura e onde tudo acontece. E quem não gosta de se perder aqui? De sentir, de provar, de viver a cidade? Ou aqueles banhos de imersão no filme Wanted. É disso que eu falo. Da capacidade de curar em horas aquilo que, fora daqui, demoraria dias ou meses. Esse é o efeito Coimbra. Presente nas tardes de sol, no espírito académico, nas festas e na noite, mas também nos amigos, nos momentos menos bons, nossos e deles, e nas noites frias e chuvosas. Tudo ajuda, tudo faz parte. As marcas que levamos daqui, duvido que algum dia deixem de se ver. Da mesma maneira que não me imagino a estudar noutra cidade, também não consigo encaixar a ideia de ter de sair daqui no final do curso. Mas vai acontecer. E nesse dia, como nunca, vamos perceber finalmente o poder do fado, sentir...

“Já não sou uma criança!”

Quantas vezes pensaste ou disseste isto a quem te tratou como tal, convicto de que, efectivamente, já deixaste essa fase para trás? Estás mesmo convencido de que és diferente daquele puto que chorava por um Game Boy? Dizes que já não és o reguila lá de casa, agora já não te obrigam a comer a sopa e aquelas tias mais gordinhas já nem se atrevem a beliscar-te as bochechas. Porque já és crescido. Maior e vacinado, como diz o povo. Pensa bem: és mesmo? Consideras-te realmente crescido quando tens um exame amanhã e vais sair hoje? Consegues ser responsável quando te põem um carro nas mãos pela primeira vez? Deixas a criança interior de lado e seguras as lágrimas quando o dia te corre mal? És suficientemente adulto para dizer àquela pessoa, sem hesitar, que sempre a amaste mas nunca tiveste coragem de o admitir? Não. E sabes porquê? Porque uma criança não tem essa coragem.

As primeiras chuvas

Todos os anos é a mesma coisa. O mundo parece esquecer-se durante os meses mais quentes de como é viver com chuva. E assim que cai a primeira, escorregamos, caímos e mergulhamos em poças de fantasmas passados, tão cinzentos quanto este tempo. Aí estão elas de novo, as primeiras chuvas. Apanham-nos desprevenidos. Saímos de casa de manga curta, de sapatilhas prontas a roer o asfalto, mas afinal apenas encontramos água a cair do céu, que teima infiltrar-se no nosso corpo e corroer as nossas memórias. A água fria não nos traz as melhores recordações e procuramos rapidamente um acoito onde nos possamos defender. É que até o mais forte dos ferros se deixa moldar pela água. Basta tempo. É por isso que procuramos apoio. O de um guarda-chuva, o de um casaco, o de um abraço. Qualquer coisa que nos fale do sol que vivemos e que nos garanta que ele vai regressar mais depressa do que pensamos. Alguém que troce dos senhores da meteorologia, que diga que eles não percebem nada disto e q...