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Mensagens

A treta da vida

Dia triste.

Luís Simões – um homem de L a S, mas que por vezes veste XL (parte I)

Olá, sejam bem-vindos ao estaminé. Estejam à vontade, vão ao frigorífico buscar umas minis e sentem-se, que isto é capaz de demorar. Enquanto tiram os sapatos, passo a explicar: ao contrário da maioria das vezes em que escrevo, hoje vou falar exclusivamente de... mim! É verdade, olha, olha a admiração nessas caras! "Sobre mim fale quem me conhece!", frase estampada em muitas redes sociais da moda no espaço dedicado à autobiografia. Evitando clichés deste tipo, passo a apresentar-me: chamo-me Luís Simões e tenho 21 anos de idade, 3 de faculdade e 12 de mentalidade. Reparem que tudo somado, totaliza 36 anos! Daí o meu medo da crise dos 40, que está aí à porta! Pode dizer-se sem medo que sou uma pessoa singular, em três vertentes: fiscal, para efeitos de IRS; civil, pois continuo solteiro; e social, porque sou mesmo único. Aliás, o que grande parte do mundo desconhece (para além da identidade da mãe do pequeno Cristiano Ronaldo) é que há uns anos fui alvo de uma dedicatória...

Altos e baixos

Acho bastante piada àquelas pessoas que, no momento de chamar o elevador, carregam nos dois botões. Mentira, não acho piada nenhuma, e até me metem uma certa raiva! Recapitulando: ah e tal quero descer, por isso faz todo o sentido que carregue no botão para... subir!? Mais! Lá no meio ainda há alguém com cabeça que diz: "olha que esse vai a subir", mas logo é compensado com um "não faz mal", enquanto entram no elevador para mais uma voltinha. Mas esta gente não cresce? Eu sei que as crianças não pagam, mas também não andam! Pelo menos é assim que diz o dono daquele carrossel do gelo, que costumo frequentar duas vezes por ano, normalmente seguidas e de estômago sempre vazio, claro. Entrar no elevador que sobe quando se quer descer é o mesmo que fazer a cama: não serve para nada, porque acaba por ficar tudo na mesma pouco depois. E neste momento muitas vozes se levantam contra mim! Ups, desculpem, eram os meus pais a berrar para baixar a música. É que eu não a...

Livro de reclamações, sff!

Nota prévia: o indíviduo que vos escreve foi protagonista de uma bela situação no sábado que quase o levou a pedir o famoso livro de reclamações. E só não chegou a tal porque, à boa maneira portuguesa, arranjou-se uma solução adequada para as duas partes em conflito. Uma não-queixa para a loja, um desconto simpático na caixa para mim. Bem sei que estas situações não deviam acontecer e que o mundo seria melhor sem elas. Assim como sei que devia reciclar, não comprar nada nos chineses, estudar para o exame do dia seguinte ou evitar aquela última cerveja que me deixou mal disposto. Eu sei, eu sei, têm toda a razão. Podem reclamar à vontade. Repararam? Voltámos à questão das reclamações. E neste caso deviam poder escrever no meu livro que numa ou outra situação fui antipático, estacionei no lugar dos deficientes, dei um pontapé no gato da vizinha de cima ou estacionei no lugar dos deficientes outra vez (desculpem mas esqueci-me de comprar leite e era o único lugar vago!). Quero com isto d...