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A mostrar mensagens com a etiqueta Donald Trump

Marcelo e o assalto à Casa Branca

Há um filme de 2013 chamado ‘Assalto à Casa Branca’ (ou ‘Olympus has Fallen’ na versão original) em que o lar do presidente dos Estados Unidos da América é invadido por malfeitores. Ora, na quinta-feira assistimos a uma versão real desta película, com a diferença de, em vez de malfeitores, a Casa Branca ser tomada de assalto por Marcelo Rebelo de Sousa.
Tenho Donald Trump como um estratega que não é tão limitado em pensamento como aparenta. Evidentemente, tem ideias lunáticas e crê que o planeta é uma ‘sand box’ gigante, se me permitem uma expressão muito em voga no mundo dos videojogos. No entanto, Trump faz da atenção a todos os perigos apontados à América uma bandeira sua e as propostas vão desde um simples muro na fronteira à proibição de entrada de muçulmanos, passando por bombardear a Síria ou criar uma força espacial – esta, confesso, nem o mais criativo dos génios se lembrava.
No entanto Trump e a sua – atenção: ler com sotaque rasca francês – entourage não estavam preparados…

Largos dias têm 10 anos

Há 10 anos que escrevo um blogue. Há poucas coisas que faça há tanto tempo. Talvez respirar, duvidar da meteorologia para amanhã ou tentar adivinhar o preço da montra final. Já aqui falei de tudo e na verdade ainda não falei de nada. Porque, ao contrário do que recomendam os 750 manuais para ter sucesso “no seu blogue”, o Digo-te não tem um tema específico. É como aquele nosso amigo que não sabemos bem o que faz no emprego e que carinhosamente associamos à parte logística. Este blogue faz aquilo que os Gato Fedorento um dia apelidaram de faturação de faturas. Não sabe o que faz, embora já devesse saber, tal e qual um miúdo de 10 anos. Aprendeu a escrever e já pensa que é o maior. Só pensa em si mesmo e goza com os miúdos que se inscrevem nos escuteiros. O Digo-te não é, de todo, pontual. Ora aparece com conteúdos novos em dias seguidos, ora tira férias durante um mês inteirinho. É patrão de si mesmo, como o Peixoto era quando Carlos Cunha fugia com a garota no atrevido Maré Alta da SIC. A…

Trump e os Estados Divididos da América

O mundo olha com atenção para o que se passa nos Estados Unidos. Ou melhor, nuns surpreendentes Estados Divididos da América, nos quais a possibilidade de um pesadelo ao nível do melhor terror de Hollywood é assustadoramente real. É que Trump está mesmo na luta.
Há meses que o anunciava. Disse sempre, por entre ameaças à sociedade, que ia vencer as eleições. Contudo, ninguém acreditou que pudesse sequer discutir com o estatuto de Hillary. Quer porque a ex-primeira dama gozava de grande popularidade, quer porque o mundo ria-se de um ricaço que se apresentava às eleições de forma exuberante.
Aliás, Madonna disse ontem que o mundo continua a rir-se dos EUA. E é verdade, por duas razões. A primeira porque a missão de um palhaço no circo é fazer rir as pessoas. Trump assumiu a postura do
palhaço das eleições norte-americanas, usa o espalhafato, o ar bonacheirão e o lustre do cabelo para arrastar multidões. O problema é o segundo motivo pelo qual o mundo se ri de Trump. É que uma das rea…